SAÚDE MENTAL

Saúde

Especialista explica como notícias falsas afetam a saúde mental e física de crianças e adolescentes

Sabará Hospital Infantil promove pelo 3º ano consecutivo a campanha contra fake news na pediatria

 

As fakes news (ou informações sem nenhum embasamento comprovado), infelizmente, já fazem parte do nosso dia a dia e se tornaram um desafio crescente principalmente com a velocidade da evolução das tecnologias de inteligência artificial.
E, se os adultos já sofrem com a quantidade e veracidade dos conteúdos, esse cenário é ainda mais impactante na saúde de crianças e adolescentes.
“Os responsáveis devem estar atentos ao que esse público consome na internet, afinal, eles ainda estão em desenvolvimento e precisam de orientação para conseguir filtrar tanta informação”, explica a coordenadora de psicologia do Sabará Hospital Infantil, Cristina Borsari.
Segundo dados da pesquisa TIC KIDS ONLINE BRASIL 2019 (sobre o Uso da Internet por Crianças e Adolescentes no Brasil), de 2024,  93% da população brasileira de 9 a 17 anos é usuária de Internet, o que representa 24,5 milhões de pessoas. Pensando na importância de informar pais e responsáveis sobre a saúde das crianças e adolescentes que o Sabará Hospital infantil promove, pelo terceiro ano consecutivo, a campanha “Sabará contra as fakes news na pediatria”.
Não só a saúde física, mas a saúde mental de crianças e adolescentes tem tomado cada vez mais espaço na discussão entre educadores, profissionais da saúde e responsáveis, a psicóloga Cristina Borsari, abordará algumas fake news apresentadas sobre esse assunto.
As crianças entendem muito de tecnologia dificilmente cairão em fake news.
Essa é um dos maiores enganos da atualidade. A influência que alguns conteúdos tendem a gerar podem impactar negativamente nas percepções e comportamentos desses jovens. Entre os exemplos ruins que eles podem correr, podemos citar as fraudes online ou algumas trends que são feitas por jovens que colocam a própria vida em risco.
As redes sociais estão cheia de depoimentos verdadeiros que trazem tratamentos sérios para saúde mental.  
Deve se ter muito cuidado com o que se vê e acompanha nas redes sociais. No que tange a saúde física ou emocional, cada indivíduo é único e não pode utilizar de uma história uma verdade absoluta para todo mundo. Então, os sintomas e características até podem ser parecidas, mas é importante procurar um especialista antes de iniciar qualquer tratamento.
Entrei nas redes sociais, vi um medicamento bem recomendado em alguns vídeos e não vi problema em dar para ele.
Isso é muito perigoso para a saúde de qualquer pessoa, principalmente em quem ainda está em fase de desenvolvimento. Os pais não devem de maneira alguma medicar seus filhos sem o acompanhamento de um médico especialista. Se percebeu algum sintoma que tenha se repetido de maneira frequente, o ideal é procurar um pediatra que irá lhe indicar um especialista para o caso da criança.
Ansiedade entre crianças e adolescentes é frescura da idade ou uma maneira de chamar atenção.
A ansiedade infantil é tão comum e tão prejudicial quanto as que os adultos sentem. Um primeiro dia de aula em uma nova escola, início de um namoro, alguma competição ou até por conta de em uma viagem de férias eles podem desencadear sintomas como falta de apetite, irritabilidade ou queda no rendimento escolar. Os responsáveis devem estar sempre atentos, manter uma relação de conversa com eles para que, caso os sintomas persistam procurem por um especialista.
Não existe depressão em criança.
Claro que o público dessa faixa etária pode passar por essa condição. Nem sempre a depressão é caracterizada apenas por um isolamento social. Apesar de esse ser o principal traço, os sintomas podem variar de acordo com a intensidade e forma que a criança ou o adolescente está sentindo como, por exemplo, dificuldades para dormir, irritabilidade, não querer brincar com outras crianças, tristeza profunda, entre outros. É preciso estar atento.
Toda terapia via internet é ruim.
Desde a pandemia essa têm sido uma prática muito comum. O essencial é que os responsáveis, respeitando a privacidade da sessão da criança ou adolescentes, tenham certeza de que ele está compartilhando seus questionamentos com um profissional e não com uma plataforma digital. Muitos jovens têm utilizado a tecnologia para fazer terapia sem nenhum acompanhamento de um adulto, o que além de trazer perigo pode gerar ainda mais dúvidas.
“Devemos lembrar sempre que as crianças e adolescentes ainda estão em fase de maturação cognitiva, portanto, na maioria das vezes não tem capacidade crítica plenamente desenvolvida. Como estão nessa fase de desenvolvimento do intelecto eles se tornam mais vulneráveis e suscetíveis à manipulação. Por isso, é importante supervisionar o que consomem na internet, acompanhá-los sempre de perto, observar o comportamento e as suas interações durante as conversas, as relações sociais e quando perceber que há algo errado, procurar um psicólogo”, finaliza a especialista.
Sobre o Sabará Hospital Infantil 
O Sabará Hospital Infantil, localizado na cidade de São Paulo, é referência no atendimento de crianças e adolescentes até 17 anos e 11 meses.  É o primeiro Hospital exclusivamente pediátrico a conquistar acreditação pela Joint Comission International (JCI), um selo que assegura sua qualidade assistencial.
Fundado há mais de 60 anos, o Sabará Hospital Infantil opera segundo o modelo de hospitais infantis americanos, os Children’s Hospitals, baseado na expertise de alta complexidade em todas as especialidades pediátricas, que conta com uma equipe multiprofissional integrada de alta capacidade resolutiva na atenção à criança.
Com uma equipe médica e assistencial altamente capacitada e um parque tecnológico moderno e completo, a Instituição está preparada para a realização de partos, quando há necessidade de intervenção cirúrgica imediata ao nascimento, e transplantes renais.
Seu foco em pediatria permite que a Instituição não só conheça as mais diversas doenças infantis, como também garante a expertise no diagnóstico e tratamento de doenças simples às mais raras e de difícil interpretação diagnóstica.
Para transformar a experiência da criança internada, conta com o Programa Child Life, composto por especialistas em desenvolvimento infantil. Por meio de atividades lúdicas, os profissionais se comunicam com a criança de acordo com seu desenvolvimento de linguagem e compreensão de mundo, facilitando, assim o seguimento do tratamento.
O Hospital que mais entende de criança. Do Pronto-socorro à alta complexidade – Sabará Hospital Infantil.

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Saúde

Seu filho precisa de terapia? Saiba como identificar e ajudar no processo

Situações desafiadoras no dia a dia e mudanças de comportamento da criança  são indícios de que pode ser necessário buscar ajuda profissional 

 

Por Thais Szegö, da Agência Einstein

Diante de episódios de vômito, febre, tosse insistente, dor de cabeça ou algum mal-estar, os pais não pensam duas vezes antes de recorrer ao pediatra. Muitos, no entanto, não sabem identificar os sinais que vão além do físico e que podem causar sofrimentos emocionais para o filho. Reconhecer e compreender as emoções também costuma ser um grande desafio para a própria criança, que não sabe a hora de pedir ajuda.

Por isso, a orientação de um profissional é bem-vinda, principalmente diante de situações como mudar de escola, separação dos pais, perdas familiares e casos de bullying.

“A decisão de procurar auxílio do psicólogo deve considerar mudanças significativas de comportamento e outras manifestações, como medo excessivo, sintomas de ansiedade, dificuldades escolares, problemas de relacionamento e insônia, entre outros”, explica a psicóloga hospitalar Lucianne Areal, do Departamento Materno-Infantil do Hospital Israelita Albert Einstein. 

Crianças que apresentam atrasos no desenvolvimento também se beneficiam do acompanhamento de um especialista. “É fundamental que os pais reconheçam seus limites em relação ao desenvolvimento emocional do filho e, com sensibilidade e acolhimento, procurem ajuda”, orienta o psicólogo e psicanalista Maico Costa, coordenador do Centro de Humanização e do Centro de Gestão do Cuidado de Pessoas, ambos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

É recomendável que o psicólogo tenha experiência no atendimento psicológico infantil, pois o desenvolvimento emocional, cognitivo e social de crianças e adolescentes tem características próprias, o que exige uma forma de trabalho diferenciada. “É importante que os pais conheçam a abordagem a ser utilizada pelo profissional, sintam-se seguros diante do acompanhamento estabelecido e considerem a qualidade da relação terapêutica”, orienta a psicóloga do Einstein.

Avaliar o currículo e a experiência do profissional também é válido. “É fundamental que ele tenha formação sólida e bom domínio da teoria e da prática escolhidas. O alinhamento entre o estilo do psicólogo e as necessidades da criança e da família é essencial para o processo”, acrescenta Costa.

A partir de que idade é ideal fazer terapia?

Não existe uma idade mínima definida para começar a terapia. “Inclusive, há intervenções psicológicas voltadas para bebês, especialmente em contextos hospitalares ou em situações de risco”, conta Costa. “Nesses casos, o trabalho se concentra, principalmente, nos cuidadores, ajudando-os a interpretar e atender adequadamente às suas necessidades.”

Já em crianças pequenas, o momento de iniciar o tratamento depende muito do contexto e das necessidades apresentadas. “Não há uma idade estabelecida, mas crianças a partir de 3 anos podem beneficiar com o atendimento psicológico, pois estão em pleno desenvolvimento emocional, cognitivo e social, assim como da aquisição da linguagem”, afirma Areal. Em todos os casos, é necessário adaptar intervenções, objetivos e recursos utilizados durante os atendimentos, considerando a faixa etária do paciente.

Quando a criança é pequena, o profissional vai usar atividades lúdicas, como brincadeiras de faz de conta, desenhos, jogos e outros recursos que permitem que ela expresse sentimentos e vivências de maneira espontânea. “Esses métodos possibilitam que o terapeuta compreenda os conflitos e ajude a criança a elaborar suas emoções, mesmo quando a comunicação verbal ainda está em desenvolvimento”, explica Maico Costa.

A família desempenha um papel crucial no processo terapêutico, pois não se constrói um trabalho consistente com a criança sem a presença dos pais e cuidadores, já que são eles que convivem com o pequeno no dia a dia e podem levar questões discutidas nas sessões para o ambiente familiar.

Além disso, os responsáveis ajudam o profissional a conhecer melhor o paciente, pois, em muitos casos, ele não consegue se expressar sozinho. Daí a importância de existir um vínculo de confiança entre os dois para que todas as informações relevantes sejam compartilhadas sem reservas ou preconceitos e com acolhimento, confiança e sigilo.

“Durante o processo terapêutico, os pais são orientados sobre como lidar com situações específicas, como estimular a criança e aprimorar habilidades parentais, e muitas vezes são levados a refletir sobre a necessidade de mudanças na dinâmica familiar”, explica Areal.

Fonte: Agência Einstein

 

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Saúde

Popular nas redes sociais, “terapia da rejeição” pode agravar saúde mental

Técnica não tem comprovação científica e tem sido divulgada por  jovens que se colocam em situações incomuns para aprender a lidar com o “não”

 

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Nos últimos meses, a “terapia da rejeição” ganhou popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok, com centenas de usuários compartilhando experiências e afirmando que o método os ajudou a lidar com a ansiedade, a autoestima e até o medo. A prática, que não tem embasamento científico, consiste em se expor a situações desconfortáveis ou vergonhosas, que muito provavelmente vão resultar em rejeição, no trabalho, no transporte público ou nas interações com pessoas desconhecidas.

A ideia é diminuir o medo da rejeição ao ouvir um “não”. Ao conseguir enfrentar essas situações de forma controlada, o indivíduo se tornaria mais resiliente e confiante para lidar com o fracasso ou a falta de aceitação.

Entre as situações constrangedoras estão pedir dinheiro emprestado a um estranho na rua; pedir um abraço em meio à multidão; cumprimentar desconhecidos dentro do metrô; e até ir a uma cafeteria e pedir determinado produto de graça. Na realidade, porém, a pessoa não quer nada disso e não se importa com a resposta que vai receber – o ponto é vencer a barreira e conseguir fazer a pergunta. Tudo isso registrado pela câmera do celular e compartilhado nas redes sociais.

Exposição não é igual a rejeição

A “terapia da rejeição” seria uma forma simplificada da “terapia de exposição”, essa sim uma técnica consagrada e amplamente utilizada por psicólogos como parte da terapia cognitivo comportamental (TCC) no tratamento de transtornos específicos, como síndrome do pânico, fobias sociais, medo de andar de avião, ansiedade generalizada, entre outros.

Como o próprio nome diz, a terapia consiste em expor o paciente gradualmente a uma situação que ele teme para diminuir sua resposta excessiva de medo por meio da dessensibilização. Normalmente começa com imagens, uso de realidade virtual e só depois a pessoa tenta ter contato direto com a situação temida ou o objeto fóbico.

“O medo pode até persistir por um período, mas de uma forma mais controlada, diminuindo o nível de sofrimento”, explica o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein. Em paralelo, o paciente também costuma treinar técnicas de relaxamento para diminuir seus níveis de ansiedade e tensão.

A terapia da rejeição, ao contrário, não é um tratamento formal. Além disso, o fato de a pessoa filmar e postar situações constrangedoras nas redes sociais pode até piorar quadros de ansiedade em indivíduos predispostos. “A ideia de se expor a contextos muito bizarros não faz sentido. Teria algum sentido se a pessoa se expusesse a situações do seu cotidiano para desenvolver habilidades sociais e socioemocionais para a vida. Mas passar vergonha por passar é um desgaste emocional desnecessário e não traz nenhum ganho”, observa Kanomata.

As consequências podem ir além daquele momento em que a pessoa ouviu o “não” e foi rejeitada. Ao publicar a experiência nas redes sociais, o indivíduo volta a se expor e se coloca sob julgamentos e críticas de inúmeras pessoas. “As novas gerações não estão acostumadas a ouvir ‘não’, e muitas pessoas saem em busca de soluções rápidas e simplificadas. Se essa pessoa não conseguir o engajamento que gostaria nas redes sociais e receber comentários ruins, por exemplo, isso pode piorar um quadro emocional”, alerta o psiquiatra.

Embora a “terapia da rejeição” possa parecer uma abordagem interessante para aqueles que buscam superar a insegurança, Kanomata ressalta que ela não deve ser encarada como uma solução imediata nem substituir tratamentos reconhecidos. “Se for para trabalhar de fato essa questão da rejeição e da frustração, é importante que esse processo seja feito por um profissional que possa acompanhar o paciente ao longo das sessões e discutir situações, para ajudá-lo a lidar com o enfrentamento das situações e evitar que ele se sinta mais ansioso ou desvalorizado”, propõe o médico.

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Valinhos tem nova psicóloga para atendimento ao servidor público

Crédito PMV: edifício-sede das secretarias de Saúde e Administração

Serviço realizado em conjunto pelas secretarias de Saúde e Administração é oferecido gratuitamente mediante agendamento

A psicóloga Larissa Lapresa começou a atender os servidores públicos de Valinhos na terça-feira, dia 11. A oferta do atendimento psicológico ao servidor é uma realização das secretarias de Saúde e de Administração. O objetivo do novo serviço é atuar de forma preventiva no cuidado com a saúde mental e proporcionar maior bem-estar aos trabalhadores do serviço público. O atendimento é realizado no edifício-sede das secretarias de Saúde e Administração de forma gratuita mediante agendamento pelo WhatsApp (19) 99621 4960.

A secretária de Saúde de Valinhos, Luciana Pignatta, explica que existe uma demanda por parte dos servidores que buscam esse tipo de cuidado “durante o mês de conscientização do Janeiro Branco (saúde mental) começamos a ter uma resposta das pessoas precisando de um suporte em busca deste bem-estar. Temos à disposição esse atendimento que será muito importante para os servidores”, afirma a secretária.

Para o secretário de Administração, André Melchert, o atendimento psicológico terá reflexos no dia a dia com a população “a pessoa com um bom estado mental, em equilíbrio, trabalha com mais eficiência e motivação. Por isso estamos ampliando a divulgação deste serviço para que chegue ao conhecimento de todos os servidores”, explica o secretário.

 

Serviço:

Atendimento psicológico para servidores públicos

Agendamento pelo WhatsApp: (19) 99621 4960.

Local: Edifício das secretarias de Saúde e Administração de Valinhos

Endereço: Rua Carlos Gomes, 374. Térreo.

 

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Valinhos

Valinhos promove palestras sobre saúde mental no Janeiro Branco

Palestras gratuitas abordam temas como a importância da saúde mental e os direitos das pessoas com burnout

A Secretaria de Saúde de Valinhos promove duas palestras nesta quarta-feira, dia 22, que fazem parte das atividades do mês de conscientização sobre a saúde mental “Janeiro Branco”. Uma das palestras terá como tema “A Importância da Saúde Mental”, com a psicóloga Daize Uliani. Já a outra apresentação será realizada pelo advogado Cleber Bernardi sobre “Os Direitos das Pessoas com Burnout”. As duas palestras serão realizadas das 19h às 21h, no Plenário da Câmara Municipal. O evento é uma realização da Prefeitura de Valinhos, com apoio do Rotary Club.

A saúde mental é componente essencial do bem-estar geral, que influencia diretamente a qualidade de vida dos indivíduos e da comunidade. De acordo com a secretária de Saúde, Luciana Pignatta, as ações relacionadas à saúde mental envolvem várias frentes com base, principalmente, no tratamento humanizado. “Devemos reforçar sempre o atendimento humanizado, que acolhe as pessoas com empatia, respeito e compreensão. Assim, construímos um sistema de saúde com eficácia e compaixão”, explica a secretária.

 

Ações em andamento na saúde mental

– Acesso a serviços especializados;

– Prevenção e conscientização sobre transtornos mentais;

– Apoio psicológico em unidades básicas de saúde;

– Atendimento personalizado e acolhedor;

– Participação ativa do usuário nas decisões sobre o seu tratamento;

– Capacitação contínua dos profissionais de saúde.

 

Janeiro Branco

É uma campanha nacional que busca chamar atenção para as questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional. A campanha tem esse nome porque no início do ano as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas e em suas relações sociais. Já a cor representa uma folha em branco em que todos podem escrever ou reescrever suas próprias histórias de vida.

 

Burnout

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é um distúrbio emocional que surge do estresse crônico no trabalho. Ambientes tóxicos, competitividade extrema, falta de segurança psicológica e falta de compatibilidade com a função desempenhada são fatores que contribuem para o desenvolvimento do burnout. 

 

Serviço:

Mês de Conscientização sobre a Saúde Mental “Janeiro Branco”

Palestras

– A Importância da Saúde Mental – psicóloga Daize Uliani

– Os Direitos das Pessoas com Burnout – advogado Cleber Bernardi

Data: 22 de janeiro (quarta-feira)

Horário: das 19h às 21h

Local: Câmara Municipal de Valinhos

Endereço: Rua Ângelo Antônio Schiavinato, 59, Residencial São Luiz.

 

 

 

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Saúde

Expansão dos serviços de saúde mental ultrapassa meta prevista para 2024

Entre janeiro e novembro deste ano, foram habilitados 134 novos Caps. Além disso, 26 serviços foram qualificados para aprimorar a atenção oferecida

O Ministério da Saúde habilitou 3.019 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em todo o país, o que corresponde a 100,2% da meta prevista no Plano Nacional de Saúde (PNS) para 2024.

Este é um importante marco do fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no Brasil. Os CAPS oferecem serviços em caráter aberto e comunitário, destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. Os CAPS contam com equipes diversificadas trabalhando em conjunto para atender às necessidades da população.

A rede atualmente é composta por:

  • 1.522 CAPS I
  • 528 CAPS II
  • 324 CAPS infanto-juvenil (CAPSi)
  • 146 CAPS III
  • 338 CAPS AD
  • 158 CAPS AD III
  • 3 CAPS AD IV

Entre janeiro e novembro deste ano, foram habilitados 134 novos Caps. Além disso, 26 serviços foram qualificados para aprimorar a atenção oferecida.

Atualmente, estão em tramitação processos para habilitação de mais 16 unidades. Essa ampliação reflete as articulações da pasta para promover o acesso mais amplo e qualificado aos serviços de saúde mental em todo o Brasil, bem como garantir atenção integral à saúde mental da população.

Regulamentação

Na segunda-feira (9), foi publicada a Portaria nº 5.738/2024 , que regulamenta a inclusão dos Centros de Convivência (CeCo) como parte integrante da Rede de Atenção Psicossocial.

“Trinta e dois anos após a primeira experiência dessa iniciativa, o Ministério da Saúde entra no circuito para assumir o compromisso de encontrar uma solução e alcançar essa conquista para a população brasileira”, comentou a diretora do Departamento para Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Desmad) , Sônia Barros.

O documento define o centro de convivência como um ponto de atenção de saúde mental complementar e potencializador das ações de cuidados em saúde, sendo um espaço de convívio entre diferentes pessoas e grupos da comunidade, com intervenção nas dimensões individual e coletiva.

Esses espaços são destinados ao acolhimento e convivência e promovem reabilitação psicossocial, autonomia e fortalecimento de laços sociais.

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Saúde

Ver vídeos para não ficar entediado pode gerar mais tédio, diz estudo

Experiência com 1.200 pessoas concluiu que a alternância entre vídeos torna a experiência de visualização menos satisfatória, envolvente e significativa

 

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Quase ninguém gosta de ficar entediado e, hoje, uma forma rápida de escapar do tédio é passar os olhos por vídeos curtos nas redes sociais. Eles podem ser sobre qualquer coisa: danças, receitas, animais de estimação ou bebês sorridentes. Apesar de parecer a solução para o fim desse sentimento, talvez o hábito esteja piorando o problema. A constatação é de uma pesquisa publicada no Journal of Experimental Psychology: General.

O tédio pode ser definido como um estado aversivo de querer, mas ser incapaz de se envolver em uma atividade satisfatória. “Em outras palavras, a pessoa não sente interesse ou motivação para continuar com uma atividade, apresentando uma sensação de monotonia ou vazio emocional”, explica o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Para investigar o papel que o avanço rápido e a troca constante de vídeos têm nessa sensação, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, realizaram dois experimentos em cerca de 1.200 pessoas. No primeiro teste, os participantes tiveram duas experiências: assistiram a um vídeo de 10 minutos sem a opção de alternar ou avançar rapidamente e, em seguida, em um período de 10 minutos, puderam alternar entre sete vídeos mais curtos, de cinco minutos cada.

No segundo experimento, os participantes assistiram a um vídeo de 10 minutos em uma rodada e, na outra, puderam avançar ou retroceder em um vídeo de 50 minutos. Os pesquisadores observaram que quando os participantes estavam entediados, eles alternavam os vídeos e acreditavam que essa alternância os ajudaria a evitar o tédio. Só que, mesmo quando eles tinham a liberdade de assistir a vídeos de seu interesse, a alternância intensificou o sentimento entediante.

Ao final dos testes, os pesquisadores concluíram que, embora as pessoas avancem ou pulem vídeos para tentar evitar o tédio, esse comportamento, na verdade, exacerba a sensação. Isso porque torna a experiência de visualização menos satisfatória, envolvente e significativa. Ou seja: a pessoa fica mais entediada.

Sensação de prazer

Mas por que alternar vídeos leva ao tédio? Inicialmente, explica Kanomata, o ato de ficar “alternando vídeos” pode gerar um grau de satisfação. Isso se deve à ativação do sistema de recompensa do cérebro, graças à participação da dopamina, neurotransmissor que gera a sensação de prazer.

No entanto, a curta duração dos vídeos exige pouca atenção e não envolve quem assiste de maneira profunda, o que gera um nível menor e fugaz de prazer. Assim, a recorrência desse tipo de comportamento leva a pequenas e sucessivas estimulações ao longo do tempo, o que provocaria um processo de sensibilização do circuito de recompensa.

“Em outras palavras, assim como na dependência química e em jogos, a pessoa precisará de estímulos cada vez mais intensos para sentir o mesmo nível de prazer”, diz o psiquiatra. “Por outro lado, a capacidade de atenção tende a fadigar ao longo do tempo e levar a uma sensação de monotonia, falta de interesse e desejo por fazer algo diferente, gerando o tédio.”

Risco à saúde mental

Apesar de ser uma emoção normal e comum a qualquer pessoa, o tédio pode se tornar um sinal de alerta quando se torna persistente ou intenso, especialmente quando acompanhado de outros sintomas. De acordo com Kanomata, se prolongado por muito tempo, pode ter impacto negativo à saúde mental e causar sofrimento.

Esse sentimento também pode aparecer em quadros de depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e dependência de tela e jogos.  “Alguns transtornos mentais podem levar à manifestação do tédio, como depressão e ansiedade. No caso da depressão, o indivíduo acometido pode apresentar quadro de apatia e diminuição de interesses em atividades antes prazerosas. Já na ansiedade, ao sentir tédio em atividades repetitivas ou pouco estimulantes, a pessoa pode ter acentuada a sensação de impaciência e inquietação”, alerta o psiquiatra.

Na avaliação de Kanomata, a pesquisa canadense pode ajudar a estimular interações sociais fora das redes. “Instigar a mente para atividades mais profundas e envolventes pode resultar em sensação de satisfação e, consequentemente, evitar o tédio. A modificação para hábitos mais saudáveis pode ajudar a sair da monotonia, da falta de interesses e do vazio emocional, diminuindo o risco do adoecer mental.”

 

Fonte: Agência Einstein

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Saúde

Governo cria grupo interministerial para apoiar redução de danos em jogadores compulsivos

Representantes dos ministérios do Esporte, Fazenda, Saúde e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência terão 60 dias para propor medidas de prevenção, assistência e conscientização para problemas do jogo compulsivo em Bets

A regulamentação das apostas de quota fixa no Brasil avançou com o anúncio da criação do Grupo de Trabalho Interministerial de Saúde Mental, Prevenção e Redução de Danos do Jogo Problemático. Publicada nesta segunda-feira (9/12), a iniciativa reúne representantes dos ministérios do Esporte, Fazenda, Saúde e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. O foco está em desenvolver estratégias para prevenir, mitigar danos e oferecer suporte a indivíduos e comunidades afetados por práticas de jogo compulsivo ou em situação de vulnerabilidade, considerando o contexto das apostas de quota fixa.

Desde a legalização das apostas de quota fixa em 2018, a falta de regulamentação clara permitiu a expansão do mercado sem a devida supervisão. Isso gerou impactos negativos, como a exposição de jogadores a práticas abusivas e o aumento de casos de dependência. Ao reconhecer a gravidade da situação, o Governo Federal decidiu implementar normas mais rígidas para a operação do setor, priorizando a saúde mental dos apostadores.

Entre as medidas já tomadas, destacam-se portarias do Ministério da Fazenda que limitam os meios de pagamento, como a proibição do uso de cartões de crédito e a exigência de identificação de apostadores por meio de CPF, reconhecimento facial e verificação de idade. Essas ações visam não apenas monitorar o comportamento dos jogadores, mas também prevenir abusos e coibir práticas ilícitas como a lavagem de dinheiro.

O recém-criado Grupo de Trabalho terá 60 dias para discutir e propor ações coordenadas entre os ministérios. Suas reuniões ocorrerão quinzenalmente. Entre as atribuições do GT estão ações, políticas e medidas de prevenção; redução de danos; e assistência a pessoas e grupos sociais vulneráveis a, ou em situação de, comportamento de jogo problemático persistente e recorrente.

O grupo poderá reexaminar ações administrativas e políticas públicas e fazer sugestões de atuação regulatória, ou qualquer outra medida para a redução de danos e enfrentamento do problema, observadas as competências de cada ministério que forem consideradas pertinentes.

Faz parte também das atribuições do grupo a articulação com qualquer órgão ou entidade pública ou privada para receber informações ou outros tipos de colaboração úteis ao desempenho das suas competências. O GT poderá incluir nas ações, políticas e medidas de sua competência, outras iniciativas de qualquer natureza consideradas necessárias, incluindo ações e campanhas de caráter educativo e de conscientização dos apostadores quanto aos riscos das apostas, diretrizes e programas de assistência à saúde mental; orientações sobre prevenção e tratamento de problemas relacionados às apostas; e parâmetros e critérios de orientação e direcionamento de agentes operadores de apostas.

A regulamentação do mercado de apostas de quota fixa não é apenas uma questão de controle econômico, mas também de proteção social. O crescimento desordenado do setor expôs desafios que agora começam a ser enfrentados por medidas concretas. Ao priorizar a saúde mental e o bem-estar dos apostadores, o governo faz um compromisso com a construção de um ambiente mais seguro e responsável.

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Saúde

Sobrecarga de trabalho eleva risco de depressão entre mães cientistas

Pesquisa foi apresentada como dissertação de mestrado

A porcentagem de mães cientistas com sintomas de depressão foi quase o dobro da verificada entre pais com a mesma carreira, segundo pesquisa apresentada como dissertação de mestrado em Ciências Biomédicas da Universidade Federal Fluminense. Entre as mães entrevistadas, 42% apresentaram sinais da doença, em comparação a 22% dos pais.

A pesquisadora Sarah Rocha Alves acredita que esse adoecimento está relacionado com a sobrecarga de trabalho doméstico e de cuidado.

“Historicamente, as mães têm assumido uma responsabilidade desproporcional na criação dos filhos, e os resultados da pesquisa confirmaram o que já era esperado”, avalia.

Dados complementares da pesquisa reforçam essa conclusão, ao mostrar, por exemplo, que a proporção de mães solo com sintomas foi cerca de 11 pontos percentuais maior do que a daquelas que dividem a criação dos filhos. A diferença foi semelhante entre as mães sem rede de apoio e as que contam com alguma ajuda. Além disso, quase 60% das mães de crianças com deficiência apresentaram alta probabilidade de ter depressão, assim como mais de 54% das mães negras.

De acordo com Sarah, os entrevistados responderam a um questionário chamado PHQ-9, amplamente utilizado para diagnosticar sintomas de depressão. A pesquisa foi realizada em março e junho de 2022, período de arrefecimento da pandemia da covid-19 no Brasil.

“Já estávamos no retorno parcial das atividades, mas essas mulheres ainda estavam sobrecarregadas, conciliando trabalho doméstico, cuidados das crianças e atividades acadêmicas, o que acabou sendo mais complicado para elas. Mas a pandemia só exacerbou o que já era esperado”, argumenta a pesquisadora.

Carreira

Além das consequências para a saúde mental, Sarah acredita que essa sobrecarga também impacta a carreira dessas pesquisadoras. “As mulheres são maioria na graduação e pós-graduação, mas a medida que elas vão avançando, têm uma limitação porque elas não têm políticas de apoio para serem aceitas e conquistarem cargos superiores”.

Levantamento do movimento Parent in Science estima que as mulheres vivenciam uma queda na produtividade que pode durar até 6 anos, após o nascimento dos filhos, o que não acontece com os homens que se tornam pais. Isso provoca um efeito conhecido como “teto de vidro”, que descreve a maior dificuldade que as mulheres têm de ascender em suas carreiras.

Por isso, a pesquisadora defende mudanças na cultura acadêmica e cita como bons exemplos uma iniciativa da própria Universidade Federal Fluminense, que dá créditos a pessoas com filhos nas suas seleções acadêmicas, e os editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro exclusivo para cientistas mães. Ela também considera um avanço a lei sancionada em em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que prorroga o prazos de conclusão na educação superior para pessoas que tiverem filhos.

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Saúde

Violência aumenta risco de internação psiquiátrica entre jovens

Estudo foi feito pela Fiocruz Bahia e Universidade de Harvard

Crianças, adolescentes e jovens com baixa renda, vítimas de violência, têm cinco vezes mais risco de precisar de uma internação psiquiátrica, de acordo com estudo realizado pela Fiocruz Bahia em parceria com a Universidade de Harvard. Quando são analisadas apenas crianças, o risco aumenta para sete vezes. As taxas de incidência de hospitalização também apresentaram grande disparidade. Entre jovens vítimas de violência interpessoal foi de 80,1 por 100 mil pessoas ao ano, enquanto entre não vítimas foi de 11,67 a cada 100 mil.  

O estudo utilizou dados do Sistema de Informações Hospitalares, referentes a internações voluntárias ou não, e também do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. No Brasil, desde 2011, os serviços de saúde são obrigados a notificar todos os casos de pacientes que sofreram alguma violência física – de caráter sexual ou não – ou psicológica.

Após analisar dados de mais de 9 milhões de pessoas com baixa renda, de 5 a 24 anos de idade, entre 2011 e 2019, o estudo identificou cerca de 5,8 mil que já tinham sido internadas por algum transtorno mental, como causa primária ou secundária.

A pesquisadora associada ao Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz Bahia Lidiane Toledo disse que em todas as faixas etárias o registro prévio de notificação de violência foi o principal fator associado ao risco de internação psiquiátrica.

“Jovens com condições socioeconômicas mais desfavoráveis também apresentaram maior risco de internação psiquiátrica”.

A pesquisadora ressalta ainda que apesar da internação oferecer um suporte clínico importante em casos graves, ela está associada a riscos de autolesão, suicídio e reinternações, e também a prejuízos em outras áreas da vida, como a interrupção dos estudos. Por isso, segundo a pesquisadora, o estudo defende abordagens focadas na prevenção da violência nas escolas, nas comunidades e nas famílias, como programas que ensinem habilidades parentais positivas e responsáveis, e habilidades sociais que ajudem as crianças e adolescentes a lidar com a raiva, resolver conflitos e enfrentar desafios.

A pesquisadora reforça também que são necessárias intervenções para romper o ciclo da pobreza.

“Sofrer violência é um grande fator de estresse psíquico, particularmente se a gente considerar os primeiros estágios da vida. A violência está associada não somente a traumas agudos, mas também a repercussões negativas, como, por exemplo, a deterioração da saúde mental durante o curso da vida. Então é importantíssimo não só o acolhimento imediato das vítimas de violência, mas também o acompanhamento de longo prazo”, explica Lidiane.

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