EDUCAÇÃO

Valinhos

Veiga propõe fornecimento de crédito para alunos comprarem material escolar

O vereador Veiga (PSD) apresentou, na sessão desta terça-feira, 15, projeto de lei que prevê o fornecimento de um cartão com crédito para os alunos da rede pública de ensino de Valinhos comprarem material escolar. A ideia é substituir a compra que hoje é feita pela Prefeitura, mediante licitação, por esse cartão, que dará aos responsáveis pelo aluno a liberdade de adquirir o próprio material.

De acordo com o vereador, o projeto pode acabar com a burocracia de todos os anos na hora da compra do material escolar, já que, normalmente, as licitações são demoradas. Além disso, ele acredita que a proposta pode fomentar o comércio local, gerando renda e emprego dentro do município.

“Na prática, o valor que seria empenhado pelo Poder Executivo na compra de material escolar através de licitações é disponibilizado como crédito no cartão para todos os alunos matriculados, assim, o estudante pode escolher os itens que deseja, realizando a compra diretamente na loja credenciada de sua preferência, adquirindo-os com a qualidade e quantidade desejada dentro do valor percebido e de acordo com a lista apontada pela rede de ensino, possibilitando ao aluno exercer sua liberdade de escolha e direito de compra”, explica Veiga.

O projeto está em análise nas comissões internas da Câmara e ainda não tem data definida para ser votado.

 

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Brasil e Mundo

Pacto pela Retomada: Brasil reduz em quase 50% obras paradas da Educação

Em um ano de vigência, Lei do Pacto pela Retomada permitiu a continuação de 954 obras inacabadas e paralisadas da educação básica em todo o País, entre escolas, creches e quadras, além da conclusão de outras 180

Em apenas um ano de vigência da Lei nº 14.719/ 20 23, que instituiu o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica, o Brasil registrou uma redução de quase 50% no número de obras inacabadas e paralisadas. Os dados são do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e se referem às 5.642 obras elencadas pela norma, em novembro de 2023, como passíveis de retomada — entre escolas, creches, quadras esportivas e outras reformas.

Um levantamento realizado em outubro de 2024 constatou que o número de obras paralisadas e inacabadas caiu para 2.902, sendo 1.982 inacabadas e 920 paralisadas. Das reformas e construções em andamento , 954 obras já receberam aprovação para retomada e iniciarão os processos formais de contratação das empresas nos estados e municípios, enquanto outras 180 já se encontram concluídas.

Após a aprovação da Lei nº 14.719/ 20 23, estados e municípios manifestaram interesse em retomar 3.784 obras e, a partir de janeiro de 2024, começaram a apresentar a documentação necessária para o andamento dos processos. Ao mesmo tempo, o g overno f ederal destinou R$ 4,1 bilhões para financiar essas obras, sendo que a execução — incluindo licitações e construções — é responsabilidade dos entes federados. A expectativa é que, ao final do processo, a retomada das obras crie cerca de 740 mil novas vagas na educação básica em todo o Brasil.

A colaboração entre os estados, os municípios e a União tem sido fundamental para garantir a reestruturação da educação pública e ampliar o acesso à educação de qualidade para milhares de crianças e adolescentes.

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Brasil e Mundo

Gratuito e aberto ao público, Congresso de Tecnologia da Fatec São Paulo começa na segunda-feira, dia 7

 

Fatec São Paulo, no Bom Retiro, centro de São Paulo. Foto: Governo de SP

‘Neurodiversidade e inteligência artificial: inovações e desafios’ é o tema da 25ª edição do encontro, que reúne estudantes, professores, pesquisadores, empresários e profissionais de diversas áreas

Agência SP

A Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) São Paulo, localizada no bairro do Bom Retiro, na Capital, realiza entre segunda e sexta-feira (7 e 11) a 25ª edição do Congresso de Tecnologia. Gratuito e aberto ao público, o evento reúne estudantes, professores, pesquisadores, empresários e profissionais de diversas áreas.

Para participar das atividades culturais, painéis temáticos e simpósio de iniciação científica e tecnológica é necessário fazer a inscrição pelo site do evento. O Congresso de Tecnologia da Fatec São Paulo é realizado anualmente com a missão de compartilhar informações dos diversos campos do conhecimento tecnológico.

Com o tema “Neurodiversidade e inteligência artificial: inovações e desafios”, a 25ª edição do congresso contará com palestra de abertura ministrada pelo médico e pesquisador Paulo Saldiva, que abordará a relação entre inteligência artificial, saúde e vulnerabilidade. Confira a programação completa.

“Esperamos a participação de mais de 5 mil pessoas. Reunimos grandes nomes de diversas áreas, promovendo espaços para debates, apresentações de tendências da tecnologia, lançamentos de renomados autores, espaços para aprendizagem e troca de experiências”, informa o diretor da Fatec, Josué Souza de Góis. “É uma grande oportunidade para estudantes praticarem networking e se atualizar sobre a realidade do mercado de trabalho.”

Serviço

25º Congresso de Tecnologia da Fatec São Paulo

Local: Fatec São Paulo

Endereço: Avenida Tiradentes, 615 – ao lado da estação Tiradentes do Metrô

Data: de 7 a 11 de outubro

Horários: consulte a programação

Mais informações: no site do evento

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Brasil e Mundo

No Brasil, 4,5 milhões de crianças precisam de uma vaga em creche

Crianças brincam no Parque Estadual da Água Branca, na Barra Funda – © Rovena Rosa/Agência Brasil

Elas vivem em famílias em situação de pobreza ou monoparentais

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Em todo o país, 4,5 milhões de crianças de 0 a 3 anos estão em grupos considerados mais vulneráveis e deveriam ter o direito à creche priorizado. Essas crianças representam 45,9% do total de 9,9 milhões de crianças brasileiras na faixa etária.

Elas vivem em famílias em situação de pobreza, monoparentais, em que o cuidador principal trabalha ou mesmo poderia trabalhar caso houvesse uma vaga na creche ou em famílias com crianças com deficiência.

Os dados são do chamado Índice de Necessidade de Creche Estados e Capitais (INC), uma ferramenta criada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com a Quantis, para apoiar o planejamento de políticas de acesso a creches. O estudo na íntegra está disponível na internet. Por falta de informações oficiais atualizadas disponíveis, o estudo ainda não mostra quantas dessas crianças já estão matriculadas.

A pesquisa traça um panorama, em todo o país, das condições sociais e econômicas das famílias e das crianças. O INC é calculado em cada estado e em cada capital.

“A nossa ideia é estimar essa população que poderia se beneficiar do acesso à creche, chamando a atenção que essa necessidade é diferente para cada um dos territórios”, explica a gerente de Políticas Públicas da FMCSV, Karina Fasson.

O INC, por estado, mostra, por exemplo, que o Piauí é o estado com a maior necessidade de creches, com 53,1% das crianças em alguma das situações consideradas no estudo como prioritárias para a garantia da vaga. Já Rondônia é o estado com a menor porcentagem de crianças nessas situações, 32,6%.

Entre as capitais, Salvador é a com a maior porcentagem, 61,7%, e Porto Velho, a com a menor, 32,2%.

“A gente cria esse indicador para informar os territórios. Mostrar que o tamanho da população em situação de pobreza é esse, o tamanho da população de família monoparental é esse, e assim por diante. Com base nisso, é possível que os territórios possam planejar a expansão da creche, possam planejar também a utilização de critérios de priorização no caso de não haver vagas para todas as crianças e famílias no primeiro momento”, diz a especialista.

Creches no Brasil

No Brasil, a creche não é uma etapa obrigatória. A educação é obrigatória para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos. Antes disso, as famílias podem optar por matricular as crianças, mas é dever do Poder Público oferecer as vagas que são demandadas.

Isso ficou ainda mais claro em 2022, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ampliar a obrigatoriedade da oferta de ensino também para creches. Até então, os municípios podiam negar a matrícula alegando falta de vagas.

Além disso, o país precisa cumprir o Plano Nacional de Educação (PNE), lei que estabelece metas para serem cumpridas da educação infantil a pós-graduação, até o final de 2025. Pela lei, o país deve ter matriculadas nas creches, 50% das crianças de até 3 anos. Atualmente, são 37,3%.

Segundo Karina Fasson, a creche é um direito das crianças e também das famílias.

“É importante lembrar que o surgimento da creche no Brasil está justamente ligado aos movimentos de mulheres, no sentido de poder também acessar o mercado de trabalho, de poder conciliar as diferentes atividades das quais as mulheres têm responsabilidade. Então, o acesso à creche pode beneficiar muito a inserção e a manutenção de mães no mercado de trabalho”, destaca.

Necessidade de creches

O estudo detalha a situação das crianças que precisam das creches. O indicador mostra que 13,2% das crianças brasileiras de até 3 anos estão em situação de pobreza. São de famílias com renda mensal por pessoa inferior a R$ 218.

Outras 5,4% são de famílias monoparentais, criadas, por exemplo, apenas pela mãe. Conforme o estudo, 1,6% tem dificuldade em exercer ao menos um dos domínios funcionais.

A maior porcentagem é de crianças de famílias com mães ou cuidadores que trabalham ou que trabalhariam caso tivessem acesso a creches: 25,7%.

De acordo com a assistente de coordenação de Políticas Públicas para Meninas e Mulheres Negras Cis e Trans na organização não governamental Criola, Juliana Martins, a falta de creches e outros direitos básicos impacta sobretudo as mulheres negras. Ela defende que o direito à creche garante o direito de a mulher trabalhar, aumentar a renda e poder estudar.

 “Eu sempre faço uma analogia que o direito à creche parece uma cebola, porque a cada camada que você puxa, você verifica o quanto que, se tem um acesso de uma maneira integral, com desenvolvimento infantil garantido, com desenvolvimento e capacitação dos próprios profissionais, valorização dos professores. Você consegue ter uma série de outros direitos sendo garantidos para uma mulher negra hoje na sociedade. É muito caro que esse direito seja garantido ou essa política pública seja executada como ela deveria ser, como prioridade absoluta do município, do estado, da Federação”, defende.

Segundo ela, com a garantia de uma educação infantil de qualidade, a sociedade consegue também, aos poucos, reduzir as muitas desigualdades sociais e econômicas “que são muito brutais e muito profundas”.

A educação infantil é uma das etapas educacionais cuja administração cabe aos municípios. É também uma etapa que ganha relevância nas eleições municipais, que ocorrem no dia 6 de outubro.

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Valinhos

Educação: Valinhos abre inscrições para vagas em escolas da Rede Pública de Ensino em 2025

As inscrições vão até 30 de setembro e contemplam a aprendizagem de crianças, adolescentes, jovens e adultos

A Prefeitura de Valinhos, por meio da Secretaria da Educação, informa que estão abertas as inscrições para integrar a Rede Pública de Ensino em 2025. As inscrições estarão disponíveis até o dia 30 de setembro e  abrangem o Infantil I (para crianças nascidas entre 01/04/2020 até 31/03/2021); o Infantil II (para nascidas entre 01/04/2019 até 31/03/2020); o 1º ano (para nascidas entre 01/04/2018 até 31/03/2019) e demais anos do Ensino Fundamental, e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O responsável legal deverá comparecer na unidade escolar mais próxima da sua residência, munido dos seguintes documentos: RG e CPF do responsável e do candidato ou RNM em caso de estrangeiro; Comprovante de guarda ou de tutela, quando for o caso; Certidão de Nascimento do candidato; Comprovante de Escolaridade do candidato, quando for o caso; Comprovante ou Declaração da Carteira de Vacinação do candidato e Comprovante Residencial atualizado no nome de um dos pais/responsáveis ou Cartão Cidadão.

Os alunos que atualmente sejam da rede particular e queiram ingressar em 2025 na rede municipal, em qualquer série, também podem ser inscritos até o dia 30 de setembro.

Os pais que perderem o período de inscrições e que tiverem o interesse em matricular o aluno na rede pública deverão procurar a escola mais próxima da sua residência em janeiro de 2025 para solicitar a vaga ou a transferência.

Outras informações podem ser obtidas junto à Secretaria de Educação pelos telefones 3871-9214 ou 3871-9290. A Resolução de nº 01 da Secretaria de Educação, que traz as informações detalhadas sobre o processo de inscrição estará disponível para consulta na edição n° 2706 de 27/08/2024 na aba de Atos Oficiais pelo link: https://www.valinhos.sp.gov.br/portal/diario-oficial.

Efetivação da matrícula

A Secretaria de Educação divulgará a partir do dia 10 de dezembro o resultado das inscrições,  informando a escola onde foi disponibilizada a vaga para 2025, sendo que as matrículas poderão ser feitas de 10 a 20 de dezembro. A efetivação da matrícula é de competência do responsável legal pelo aluno ou pelo próprio aluno, em caso de maioridade, e deve ser realizada mediante o comparecimento à escola.

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Brasil e Mundo

Selo identificará gestão pública comprometida com a alfabetização

 Capital federal mostra como o investimento na educação básica e em projetos de retorno à escola refletem na liderança nacional de alfabetização – Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Medida está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira

Fonte: Agência Brasil

Iniciativas da gestão pública de municípios, estados e do Distrito Federal para assegurar o direito à alfabetização em todo o país passarão a ser reconhecidas por meio do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização (Selo Alfabetização). Além de reconhecer esforços, a medida visa a incentivar e disseminar boas práticas.

O Selo Alfabetização foi instituído nesta segunda-feira (23) por meio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, que faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada está publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com o governo federal, a mudança na condução da política pública de educação possibilitou a recuperação do desempenho da alfabetização após a pandemia de covid-19. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, após cair para 36%, em 2021, o patamar de alfabetização definido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para o 2º ano do ensino fundamental atingiu 56% em 2023.

Ações, políticas, formação de educadores e materiais didáticos complementares alinhados ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada serão os critérios avaliados para a concessão do selo.

Para participar, além das iniciativas, as gestões públicas precisam ter aderido ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e integrar a Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa).

Os esforços serão reconhecidos por comissões técnicas de avaliação instituídas pelo Ministério da Educação (MEC) para classificar e selecionar as secretarias de Educação concorrentes. Após o recebimento do Selo Alfabetização, as unidades da federação poderão usar a marca em suas ações de comunicação em redes sociais, internet e canais de divulgação.

A duração, dimensão e critérios da marca e as regras complementares ao processo de seleção para verificação das evidências relativas aos esforços e às iniciativas de gestão pública das secretarias de Educação serão estabelecidos por meio de edital para cada edição do Selo Alfabetização.

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Brasil e Mundo

Ranking elege a USP como a melhor universidade ibero-americana

Campus da USP em São Paulo. Foto: divulgação/Governo de SP

Na 68ª posição geral, instituição também foi destaque entre as 100 melhores do mundo em quatro áreas específicas

Agência SP

Publicada neste mês de setembro, a edição 2024 do Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities, da Universidade Nacional de Taiwan (NTU, na sigla em inglês), apresenta a USP como a 68ª colocada na listagem mundial, sendo a primeira entre as instituições ibero-americanas e a única brasileira entre as 100 melhores.

Entre as 10 primeiras, quatro estão nos Estados Unidos, inclusive a primeira colocada, Harvard, e a segunda, Stanford. Três são britânicas, duas chinesas e uma canadense.

Na série histórica, a USP vem apresentando oscilações, tendo subido 29 posições de 2022 para 2023, e agora apresentando uma queda de 16 posições em 2024.

O ranking também apresenta relações separadas por áreas do conhecimento. Neste recorte, a USP tem vários destaques, ficando entre as 100 melhores nas áreas de Agricultura (9º), Ciências da Vida (42º), Medicina (83º) e Ciências Naturais (86º). Na área de Ciências Sociais, a universidade atingiu a 134º posição e, em Engenharia, a 380º, de um total de 1.561 universidades de todo o mundo.

As instituições foram avaliadas com base em oito indicadores, organizados em três critérios: Produtividade em pesquisa, Impacto em pesquisa e Excelência em pesquisa. Entre os indicadores de performance avaliados estão número de artigos e de citações, excelência em pesquisa e número de artigos altamente citados.

A coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) da USP, Fátima Nunes, explica as particularidades deste índice: “O NTU World University Ranking avalia o desempenho das universidades exclusivamente com base em indicadores bibliométricos, extraídos da produção científica indexada a uma base de dados específica, que é a Web of Science. Em geral, essas bases não contemplam igualmente a totalidade da produção acadêmica, privilegiando algumas áreas notadamente das ciências exatas e biológicas, o que pode afetar especialmente o desempenho de instituições abrangentes, como é o caso da USP”.

Fátima comenta, ainda, as oscilações que são registradas a cada edição da publicação e como a Universidade pode utilizar esses dados: “Os indicadores são considerados em diferentes recortes temporais. Por exemplo: citações nos últimos dois anos e publicações nos últimos 11 anos. Assim, é possível que tenhamos produção expressiva de algumas áreas em um intervalo de tempo, mas que não foi contabilizada por não estar na base de dados da Web of Science. Por isso, pequenas variações ao longo dos anos são normais. Neste caso, embora tenha perdido algumas posições em relação à edição anterior, a USP melhorou sua pontuação em metade dos indicadores avaliados. Todas essas ponderações são importantes para a leitura dos dados, para que a USP utilize informações quando elas fizerem sentido para a missão da Universidade. Alguns indicadores e metodologias de rankings podem ser questionáveis para nós, porque não fazem parte desta missão”, explica.

Além da USP, outras instituições de ensino superior brasileiras aparecem na lista, sendo três entre as 500 melhores do mundo: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 402º; Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 421º; e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em 491º.

Ranking MundialUniversidadePaísNota
1Universidade HarvardEUA97,6
2Universidade StanfordEUA61,5
3Universidade de Londres,
University College London – UCL
Reino Unido61,4
4Universidade de TorontoCanada60,5
5Universidade de OxfordReino Unido58,4
6Universidade Johns HopkinsEUA56,7
7Universidade TsinghuaChina55,8
8Universidade de ChequiãoChina55,6
9Universidade de CambridgeReino Unido55,3
10Instituto de Tecnologia de MassachusettsEUA54,9
68USPBrasil43,2

As informações completas podem ser consultadas no site da NTU: http://nturanking.csti.tw/. Já o site do Egida apresenta informações adicionais e séries históricas: https://egida.usp.br/ntu/.

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Brasil e Mundo

Países da OCDE reduzem percentual de jovens nem-nem

© Arquivo Agência Brasil

Brasil segue a mesma tendência dos membros da organização

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziram o número de jovens que não trabalham, não estudam e nem seguem em formação (NEET). Embora as mulheres tenham mais formação que os homens, os mercados de trabalho ainda seguem desiguais. Homens estão mais empregados e ainda ganham mais que mulheres. No Brasil, o cenário é semelhante.

Os dados estão no relatório internacional Education at a Glance (EaG) 2024, divulgado nesta terça-feira (10) pela OCDE. O estudo traz uma série de indicadores que permitem comparar os sistemas educacionais dos países e das regiões participantes

Segundo o estudo, mercados de trabalho fortes e uma participação crescente na educação levaram a uma redução no percentual de jovens entre 18 e 24 anos que não trabalham, não estudam e nem seguem em formação na maioria dos países membros da OCDE. Nesses países, a taxa média de NEET passou de 15,8% em 2016 para 13,8% em 2023. No Brasil, a taxa é superior, mas também teve redução, passando de 29,4% para 24%, no mesmo período de avaliação.

O relatório mostra que também houve redução de jovens adultos sem o ensino médio completo. “A redução da percentagem de jovens adultos sem qualificação secundária superior [equivalente ao ensino médio brasileiro] tem sido uma prioridade em muitos países e a sua percentagem diminuiu entre 2016 e 2023 em 28 de 35 países membros da OCDE”, diz o texto, que ressalta que pessoas sem essa formação correm um risco considerável de não se inserirem tanto socialmente quanto no mercado de trabalho ao longo da vida.

No Brasil também houve redução. O percentual de pessoas de 25 a 34 anos que não concluíram o ensino médio diminuiu 8 pontos percentuais de 2016 a 2023. No país, 27% de jovens permanecem sem essa formação. A porcentagem está acima da média da OCDE, que é 14%.

O relatório aponta a falta de estudo como um dos fatores que dificulta na hora de conseguir um emprego. No Brasil, 64% dos jovens com 25 a 34 anos sem ensino médio ou qualificação técnica estão empregados, em comparação com 75% daqueles com essa etapa concluída. As médias nos países da OCDE são, respectivamente, 61% e 79%. Quando empregados, os salários dos trabalhadores sem esta etapa de formação tendem a ser menores.

Desigualdade de gênero

Segundo quase todas os dados disponíveis no estudo, as meninas e as mulheres têm melhores desempenhos educacionais que os meninos e homens. Em todos os países membros da OCDE, as mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos têm a mesma ou maior probabilidade do que os seus pares do sexo masculino de terem uma qualificação superior.

No Brasil, isso também ocorre. Enquanto, em média, 28% das mulheres concluem o ensino superior, entre os homens, esse percentual é 20%.

No entanto, embora as mulheres superem os homens na educação, isso não ocorre no mercado de trabalho. As mulheres de 25 a 34 anos têm menos probabilidades de estar empregadas do que os homens. No Brasil, apenas 44% das mulheres jovens com escolaridade inferior ao ensino médio estão empregadas, enquanto entre os homens com a mesma formação, essa taxa é de 80%. Entre os países da OCDE, as médias correspondentes são de 47% e 72%.

Os percentuais aumentam conforme aumenta a formação escolar, mas as desigualdades entre os gêneros persistem. Enquanto 85% das mulheres jovens com ensino superior estão empregadas, entre os homens essa taxa é 92%. Nos países da OCDE a média entre as mulheres com ensino superior empregadas é 84% e, dos homens, 90%.

A desigualdade está também presente na remuneração. Em toda a OCDE, as mulheres jovens com qualificação superior ganham em média 83% do salário dos seus pares do sexo masculino. No Brasil, a disparidade é maior, elas ganham em média 75% do salário dos homens. Entre aquelas com nível de ensino médio ou qualificação técnica, as mulheres jovens ganham em média 84% do salário dos seus pares do sexo masculino na OCDE e 74% no Brasil.

O Brasil participa do EaG desde a primeira edição, em 1997. A OCDE é uma organização econômica, com 38 países membros, fundada em 1961 para estimular o progresso econômico. O Brasil era um parceiro da organização até 2022, quando passou a integrar a lista de candidatos a integrar a OCDE.

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Brasil e Mundo

Fies: confira passo a passo para se inscrever, até 27 de agosto

Fies: confira passo a passo para se inscrever, até 27 de agosto

Pela primeira vez, Fies terá reserva de vagas para pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência, além da cota social. São 70 mil vagas para o segundo semestre

Fonte: Agência Gov | Via MEC

O Ministério da Educação (MEC) está com inscrições abertas para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2024. São ofertadas 70 mil vagas nessa edição, que contará, pela primeira vez, com cotas para candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas e para pessoas com deficiência.

Passo a passo – O MEC criou um passo a passo para auxiliar os estudantes a realizarem a inscrição, que ocorre pelo Fies Seleção, no , o MEC criou um passo a passo. Basta seguir as etapas a seguir:. Basta seguir as etapas a seguir:

Primeiro passo:

entre no portal – Acesso Único e faça o login com a sua conta GOV.BR.

Segundo passo:

preencha os campos com seus dados pessoais. Após colocar todas as informações, clique em “Gravar e avançar”.

Terceiro passo:

faça a autodeclaração do seu perfil étnico-racial para concorrer às vagas reservadas a pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência. Também é necessário informar a escolaridade e declarar estar ciente dos dados fornecidos.

Quarto passo:

escolha três cursos desejados. Aqui, você selecionará a instituição de ensino, preenchendo estado, município e curso pretendidos. Será possível repetir essa ação mais duas vezes, elencando a ordem de prioridade entre as opções escolhidas.

 Quinto passo:

preencha seus dados financeiros e os da sua família.

 Sexto passo:

revise todas as informações preenchidas e, caso esteja tudo certo, confirme a inscrição. Depois, salve o comprovante de inscrição com a chave de segurança.

Leia Mais: Fies 2/2024: inscrições terminam em 27 de agosto

Fies Social

Assim como no último semestre, o Fies Social vai reservar 50% das vagas para os candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O cadastro deve ter sido atualizado dentro do prazo exigido no edital. No caso dessas pessoas, também será possível solicitar a contratação do financiamento de até 100% dos encargos educacionais.

A partir de 2024, com o Fies Social, instituído pela Resolução nº 58/2024, o MEC visa retomar o papel social do programa, destinado a atender às necessidades de estudantes de baixa renda. Dessa forma, vem cumprir um papel transformador na sociedade, ao oferecer melhores condições para a obtenção de financiamento estudantil.

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC, instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram à política e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Pode se inscrever no Fies quem tiver participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tiver obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, bem como nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.

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Brasil e Mundo

FNDE faz audiência pública sobre aquisição de computadores para escolas

Audiência faz parte do esforço para qualificar futura compra – FNDE/divulgação

Reunião visou garantir transparência e qualidade na aquisição de desktops e notebooks para a rede de educação básica de todo o País

Agência Gov | via Fnde
Com o objetivo de garantir que estudantes da educação básica pública de todo o país possam ter acesso à tecnologia educacional, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) realizou, nesta segunda-feira, 12, a Audiência Pública nº 04/2024. A sessão foi organizada para coletar dados essenciais para a contratação de dispositivos como desktops e notebooks.

“Há uma expectativa em torno da aquisição desses equipamentos. Faz muito tempo que o FNDE não realiza uma licitação exitosa para dispositivos de tecnologia educacional. Temos muita esperança de que este certame ocorra com total transparência, que os mais aptos vençam e que possamos distribuir os melhores dispositivos pelo Brasil,” declarou a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, na abertura da audiência.

A reunião, que ocorreu em formato híbrido, permitiu a participação tanto presencial quanto online, com transmissão ao vivo pelo YouTube. A sessão foi conduzida pela diretora de Administração (Dirad), Leilane Barradas, e pelo diretor de Tecnologia e Inovação (Dirti), Delson Pereira da Silva.

“Esta audiência pública é uma etapa muito importante no planejamento para a contratação dos dispositivos destinados às escolas. É uma oportunidade para ouvirmos o mercado de forma aberta, finalizarmos nossas especificações técnicas e concluirmos o estudo necessário para a fase de abertura do processo licitatório,” destacou o diretor de Tecnologia do FNDE.

Segundo Leilane Barradas, os dispositivos serão destinados a estudantes da educação básica das redes públicas de ensino nos estados, Distrito Federal e municípios.

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